Friday, April 15, 2011

The End

Um dia, quando me reformar (espero que não demore muito, a reforma) ainda vou ter um blog ou coisa parecida (isto da comunicação na net está a mudar todos os dias) sobre Cinema.

O Cinema, em paralelo com a fotografia e as coisas do mar, é uma das grandes paixões da minha vida que só abandonei quando entrei para a Banca, em Abril de 1980.

Ora, este título, tem um pouco a ver com esta paixão. Quando era miúdo e ia ao “Constantino Nery” e ao Cine-Teatro da paróquia de Matosinhos ou quando conseguia arranjar mais uns trocos e ia ao Porto, aquela cidade fabulosa com salas por todo o lado, ficava triste quando via a palavra “The End”. Passava depressa a tristeza, eu sei, até porque mal conseguia apanhar um “Notícias”, na página dos espectáculos, seleccionava de imediato o próximo filme adquirindo assim o direito a sonhar, antecipando aventura, som, cor e mais tarde enquadramentos, estilos, qualidade fotográfica e som…

Como já provávelmente começam a adivinhar, o blog chegou ao fim… Não posso evitar de sentir alguma tristeza que, no entanto, por razões com alguma semelhança com o que me acontecia quando era miúdo e que falei no parágrafo anterior, espero que passe depressa… … …

Teve os seus momentos este blog… Porém, um blog, mesmo um como o meu que baptizei de casual, requer alguma manutenção, coisa que não tenho feito, talvez por falta de tempo ou pachorra.

Até ao fim do mês de Abril todos os “Posts” serão apagados, desaparecendo assim completamente o Blog que, diga-se em abono da verdade, também, últimamente já não era assim tão visitado e muito menos comentado.

Então obrigado a todos e ver-nos-emos no próximo filme… :)

Perafita, 15 de Abril de 2011

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Sunday, May 23, 2010

Canon EOS 5D Mark II

 

Desta vez não me vou alongar muito. Ao fim e ao cabo já não falta informação sobre a máquina na net e, qualquer dia, à velocidade que as coisas correm, aparece para aí já a 5D3.

Bem, dito isto, aí vão as minhas impressões:

. Bons 21 Megapixeis.

. Excelentes/Surpreendentes High ISO,s.

. É possível fazer cinema, i.e., do bom, com qualidade… Vou voltar mais cedo que o que esperava ao cinema porque – nunca pensei – esta máquina permite isso sem investimentos significativos acrescidos… Parabéns à Canon. Já estou a trabalhar no meu primeiro projecto em quase 30 anos :)

. A máquina está bem construída não tendo para já nada que lhe aponte. Devo dizer, no entanto, que a sensação que  tenho quando estou com a máquina na mão é de que lhe falta solidez (se calhar é só uma coisa pessoal, mas não poderia deixar de o dizer). Também já apanhou umas pinguitas de chuva e aguentou-se mas não vou continuar a arriscar muito. Sugiro que, cautelarmente, se não puxe muito por ela… …

. O AI servo é fraquinho, muito fraquinho. Podes fazer fotografia de, por exemplo, aves em voo mas prepara-te para teres algumas desilusões em termos de focagem… Não a comprei para os BIF ou para desporto mas, numa emergência, utilizo-a e, mesmo sabendo que não é uma máquina construída para esse efeito, acho que deveria fazer melhor…

. O pessoal da fotografia, principalmente o mais novo, tenho reparado, recorre com frequência ao Auto ISO. Eu próprio aqui e ali sinto vontade ou necessidade disso, mas sem a possibilidade de programar limites máximos e mínimos a coisa deixa, pelo menos para mim, de ter interesse… …

. O mirror lockup, no meu caso indispensável, continua pouco prático…

. Banding: pode ser só da minha cópia mas reparei que a trabalhar nos limites, i.e., por exemplo, em situações extremas de pouca luz ou quando acho que a cena justifica uma boa polarização (nomeadamente de céus azuis), numa ou noutra imagem, lá aparece esta chatice… … Com os editores de imagem, quando o interesse do fotograma o justificar, às vezes, consegue-se, apesar de tudo, dar um jeitinho… ….

Conclusão:

Se fosse hoje comprava-a à mesma. Apesar de não ser perfeita recomendo-a. Se tiveres dinheiro, no entanto, vai para as 1D.

 É uma boa máquina que, espero, me vá acompanhar mais uns anitos.

Perafita, 23 de Maio de 2010

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Wednesday, March 31, 2010

5D2

canon_eos5dmkii

Há já uns anitos, ainda as SLR digitais estavam no seu dealbar, à frente dum sagrado principe, bem fresquinho da superbock, e com uma testemunha notável, Sr. Zé Marafona, solenemente prometi que compraria uma full-frame quando o preço baixasse dos 400 contos (2.000 Euros)…

Ora, nas principais lojas da internet,  a máquina, já com o transporte, anda abaixo deste preço pelo que só tive foi que cumprir… :)

 

Voltarei ao vosso contacto para uma “review” à minha maneira dentro de dias, depois de a testar bem.

 

Perafita, 31 de Março de 2010

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Friday, January 8, 2010

Armindo Lopes

Conheci o Sr. Armindo no primeiro grande site de fotografia português, já extinto,  foto@pt. Como eu, tinha estado duas décadas ausente da fotografia e, curiosamente, uma das suas primeiras câmaras fotográficas, também como eu,  foi a Asaih Pentax Spotmatic 1000. Estas duas simples coincidências deram o início a uma amizade que se prolongou por uma década.

Era um homem que, por razões comuns a muitos portugueses da sua idade, tinha estudado pouco, tendo feito apenas, ao que sei, os dois primeiros anos de liceu (acho que corresponde ao actual sexto ano de escolaridade). Tinha, no entanto, uma profunda cultura adquirida nas muitas viagens que fez pelo mundo e nos muitos sítios, principalmente na Europa, onde teve que viver por razões profissionais. Adorava ler e lia várias idiomas. Impressionava-me, aliás, a forma fluente como falava e escrevia várias das línguas mais usadas.

O seu trabalho, na minha opinião, sem ter atingido o nível do de alguns dos fotógrafos que frequentemente abordo neste blog “casual”, é um trabalho escorreito, agradável, que, sempre na minha humilde opinião, tinha vindo a evoluir nestes últimos anos. Notava-se nele, o que não é normal em pessoas com a sua idade, uma vontade enorme de melhorar, de aprender. Aparecia frequentemente na minha casa com perguntas e dúvidas a que eu, dentro daquilo que sei, ia tentando responder. Sei que recorria muitas vezes, também, ao seu amigo de sempre e grande fotógrafo, fundador do “Grupo IF”, João Paulo Sotto Mayor. A sua peocupação mais recente era adquirir conhecimentos, mais que os básicos que já possuia, de “Photoshop”; tinha a perfeita noção que dominando razoávelmente esta ferramenta poderia avançar para outro tipo de trabalhos e, aqui e ali, melhorar algum dos muitos fotogramas que, eu sei, tinha no disco rígido.

Como provávelmente já se terão apercebido pelo texto, o Sr. Armindo Lopes faleceu esta semana.

Era um amigão o Sr. Armindo. Que descanse em paz.

Aqui fica o link para o seu trabalho:

 http://photo.net/photodb/user?user_id=522282

Perafita, 8 de Janeiro de 2010

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Sunday, December 20, 2009

Bifes para pobres

Pelo título poder-se-ia supor que, estranhamente, iria sugerir neste espaço uma boa receita barata com um sucedâneo de bife ou fazer publicidade a algum restaurante aqui de Matosinhos, tipo a muy nobre, quase mítica, “Marisqueira dos Pobres” dos meus bons amigos Norberto e família, mas não… Passo a então a explicar o que aqui me traz…

De há algum tempo para cá tenho vindo a fermentar uma paixão por fotografia de aves em geral e, particularmente,  de aves em voo (Birds in flight – “BIF“).

Para quem me tem acompanhado já se apercebeu que tinha tentado outras lentes, a excelente Sigma 120-300 2.8, não DG, com ou sem os TC,s 1.4 e 2 e a muito acessível Sigma APO 120-400mm f/4.5-5.6 DG OS HSM.

Esta Sigma, a APO 120-400mm f/4.5-5.6 DG OS HSM, como disse, muito acessível (660 euros no Jesus da Fotocinecolor), acabou por me surpreender pela leveza, pela razoável rapidez de focagem e pelo OS (anti-tremideira) que funcionava bem para aves paradas e aves em voo. Tinha, para mim, no entanto, um senão: para trabalhar com distâncias focais perto dos 400 mm com alguma qualidade via-me obrigado a fechar o diafragma para 8 ou 11, o que para além de me aborrecer, invibializava a fotografia na mão quando a luz era mais fraquita. Por outro lado aquele desfoque agradável a que costumamos chamar bokeh quase que deixou de existir na minha fotografia. Além disso, mesmo sem querer, via-me muitas vezes a compará-la em termos de qualidade de imagem com a 120-300 2.8 (injustamente atendendo à diferença de preços). Também, sinceramente, não fiquei lá muito fã do tamanho que a objectiva adquiria quando “zoomava” para os 400 mm. Acabei por a vender práticamente nova. Era, pelo que me fui apercebendo, por trabalhos e comentários que vi na net de outras lentes iguais, uma excelente cópia, claramente acima da média (tinha tido uma primeira cópia que devolvi porque a qualidade, quer mecánica, quer de imagem, não me satisfazia de todo).

A Sigma 120-300 2.8, por outro lado, é uma lente do outro mundo… Tem tudo de bom: é preta (não dá tanto nas vistas como as brancas Canon), a qualidade de imagem é boa (mesmo em 2.8), é rápida a focar, a flexibilidade do zoom (com qualidade em todas as distâncias focais) dá jeito nalgumas circunstâncias e o preço até é aceitável (eu comprei-a mais barata usada mas o preço, nova, ronda os 2400 Euros). Com o TC 1.4 mal se nota degradação quer de imagem quer de velocidade de focagem. Com o TC 2 nota-se um ligeiro decréscimo quer na qualidade de imagem quer na velocidade de focagem mas nada que inviabilize a obtenção de excelentes fotos, assim surjam as oportunidades. Assim sendo – dirá o meu amigo leitor – o problema está resolvido, i.e., consegues distâncias focais com o TC 2X e com o teu factor crop 1.6 da 50D, no limite, acima duns fabulosos 900 mm e isto tudo por um preço razoável para o tipo de fotografia em causa. Ora, as coisas nem sempre são o que parecem, isto é, a malandra da lente com os seus 3 kgs não muito ergonómicos (digo eu), não me permitem fazer nem que seja uma só fotografia na mão. Para além disso obrigou-me a pôr-me para aqui a inventar em termos de suporte, tripé e cabeça. Acabei por solucionar a coisa de forma relativamente barata com um tripé e uma pequena cabeça Manfrotto de cinema.

Para mal dos meus pecados esta 120-300, de repente, começou a ficar míope. Está agora na representante da Sigma a limpar os ranhosos dos fungos e à espera de um empanque da parte traseira da lente que apresentava desgaste que, ao que me disseram, acabou de chegar da casa mãe.

Ora bem, já há muito tempo que andava de olho na Canon 400 5.6, ligeira e com boas criticas de quem anda no terreno. Vendo-me de repente sem tele, impossibilitado portanto de “matar o bicho”, nada mais me restou (… :) …boas desculpas) que acabar com o resto do plafond do cartão de crédito. Mandei-a vir e não me arrependi. É sobretudo sobre ela que vos quero falar, numa mini review, à minha maneira (despretenciosa e pouca técnica já que de engenharia percebo pouco). O último parágrafo destina-se a clarificar melhor aquela coisa do “Bife dos Pobres”.

canon-400-56

A Canon Ef 400mm f/5.6 L USM não é - longe disso - um modelo recente, não tem IS e nem sequer me parece que possa ganhar algum concurso de beleza. Então qual a razão da compra:

I) É leve, muito leve e robusta. Ando o dia todo atrás das aves e não me canso. Seguir uma ave em voo por perídos às vezes até longos é possível. Fazes dela um “gato sapato”…

II) O para-sol embutido é prático, muito prático (ver imagem).

III) É silenciosa e rápida a focar (eu diria, é “supersónica”).

IV) Embora aqui e ali se consiga detectar uma ou outra “aberração cromática” (se se quiser ser chato e andar à procura delas), no dia a dia, considero-as irrelevantes. Dou uma boa nota aqui também à Canon pela forma como as conseguiu controlar.

V) Saturação e contraste são fabulosos, largamente superior, p. ex., à Sigma 120-300 de que vos falei há pouco.

VI) O Bokeh é muito agradável embora não nos possamos esquecer que se trata de uma 5.6.

VII) Vinhetagem : nunca vi.

VIII) Nitidez: francamente boa, superior à da minha Sigma 120-300 antes da miopia (… :) …). Podes, se quiseres, trabalhar o tempo todo em f/5.6 sem te arrependeres. Se fechares para 8 ou 11 até podes conseguir uma ligeira melhoria mas é muito marginal.

IX) Não tem IS (anti-tremideira): Sinceramente esta ausência não me perturba rigorosamente nada. Num país como o nosso, com sol (graças a Deus), basta abrires o diafragma a 5.6 e assegurares-te que a velocidade não baixe dos 1.000/1.200 (por aí) e podes seguir fotografando com prazer.  Se for preciso podes sempre usar os bons ISOS actuais e, no limite, um monopé para ajudar. Tenho utilizado pouco o tripé, ao contrário do que acontecia com a Sigma 120-300 que me obrigava a utilizá-lo permanentemente. (Nota: Pela minha pouca experiência, no caso particular das aves em voo, o IS até nem tem uma utilidade assim tão grande…)

X) Estanticidade: a lente não é estanque. Se começar a chover pesado abriga-te.

XI) PREÇO: UM ACHADO!

Resumindo: trata-se da melhor lente tele qualidade/preço que tive até hoje a que se pode dar uma utilidade geral mas que brilha na fotografia de vida selvagem e, sobretudo, nas aves em voo onde não vejo que possa haver melhor.

O tal último parágrafo para explicar melhor os “bifes baratos”:

É evidente que o que eu gostaria de ter era uma 7D ou, de preferência, uma 1D IV a que lhes acoplaria as fabulosas Canon 500, 600 ou 800 com ou sem TC,s. Isso para mim, para já, e se calhar para alguns que me lêem, é quase impossível. A 400 5.6 acoplada a uma 50D poderá custar uns 2.000 Euritos, longe dos 10.000/15.000 que, em média, um aficionado com posses dos BIF gasta (máquina, lente, tripé e cabeça). É evidente que tens algumas limitações com o “bife para pobre” (50D + 400 5.6) mas tens liberdade de acção, podes correr se te apetecer, podes esconder-te. Num dia com algum sol, mete uma bateria e um cartão extras no bolso e podes estar o dia todo a deambular pelos campos ou pela praia sem te cansares, gozando plenamente o teu hobby.

Um dia, eventualmente, poderei vir a comprar outra máquina e outra lente (500/600/800) para este efeito mas, mesmo assim, não me estou a ver a prescindir desta 400 5.6 (a não ser que a Canon avance para uma 500 5.6 semelhante, i.e., leve, ergonómica e com igual performance).

Notas importantes:

1) Não tenho, nem nunca tive qualquer acordo com a Canon (se calhar infelizmente… :) …) ou com qualquer outra marca de material fotográfica. Quem me conhece sabe que estas reviews despretensiosas se destinam apenas a partilhar experiências.

No caso particular desta review pretendi também tentar evitar que outros, como eu, façam alguns erros como os de adquirir material que não se adequa, com os habituais gastos desnecessários. Se o conseguir num ou noutro caso sinto-me realizado.

2) É comummente aceite que a 500 f/4 com um TC 1.4 faz um excelente trabalho e tem preços intermédios. Se optares por esta talvez não te arrependas mas é outra lente, i.e., não te permitirá tanta liberdade. Uma 500 com ou sem TC 1.4 atinge mais longe que a 400 5.6, é claro, mas não te dá tanta liberdade e precisas de bom tripé e cabeça. Se puderes ter as duas é óptimo… … 

Ainda não tenho muita coisa de aves e Bifes para mostrar mas se alguém se quiser dar ao trabalho de passar pelo www.zacariasdamata.com já lá podem ver alguns exemplos de imagens obtidos com a 50D + 400 5.6.

Perafita, 20 de Dezembro de 2009

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Saturday, December 19, 2009

Novos Links no www.zacariasdamata.com

No www.zacariasdamata.com de que este blog “casual” é complemento, existiam até agora, apenas, dois links para galerias de grandes fotógrafos que, ainda por cima,  digo-o com uma pontinha de orgulho (ou/e vaidade),  fazem o favor de ser meus amigos: Zé Marafona e Nanã Sousa Dias.

O Zé Marafona, como é sabido, foi um dos fundadores do “Grupo IF” (“Ideia e Forma”, fundado nos anos 70), que, na minha humilde opinião, acabou por revolucionar as águas quase paradas da fotografia Portuguesa. Foi professor/orientador de muito boa gente da área da fotografia, alguns de reconhecida valia, profissionais ou não. Sobre o trabalho do Zé já falei em “Posts” anteriores mas, mesmo assim, não poderei deixar de chamar a atenção para o facto de ter sido um dos primeiros a abordar a moderna fotogafia conceptual, de ter uma abordagem ao nú única, de nas suas paisagens se ver que há saber e alma… Tendo tido o previlégio de conviver com o Zé no dia a dia acabei, com naturalidade, por ser influenciado.  Esta influência nascida sobretudo nas longas e enriquecedoras conversas sobre fotografia, associada à forma paciente como me ensinou o básico do “Photoshop” e ao  facto de sermos culturalmente próximos (origem Caxineira e filhos de mestre de pesca) fez com que, inevitávelmente, o escolhesse para a minha pequena selecção de links, sempre na esperança também que outros, como eu, se possam inspirar no seu trabalho. …

A razão para ter escolhido o link para o trabalho do Nanã Sousa Dias como um dos dois primeiros links do meu site não é complicada de explicar: O Nanã é pessoa com quem tive oportunidade de conviver, de quem sou amigo e com um trabalho de que sou profundo admirador.

Apesar de reconhecer que hoje o meu trabalho, bom ou mau, talvez tenha algum cunho próprio,  o Nanã e o Zé foram - são ainda – as minhas referências em termos fotográficos e que, tenho a certeza, mais que ninguém, influenciaram em maior ou menor grau o melhor que consegui fazer até hoje.

A razão da inclusão dos novos Links, Rui Palha e Ricardo Araújo, já não se prende com a principal razão que levaram à inclusão do link do Zé e do Nanã: “Influência”. O critério da escolha, para além da amizade e de serem Portugueses, foi a qualidade e coerência do seu trabalho. Sobre eles e sobre o seu trabalho, assim haja tempo, falarei oportunamente.

Acedam aos links via www.zacariasdamata.com e deliciem-se.

Um abraço a todos. 

 

Perafita, 19 de Dezembro de 2009

 

 

 

 

 

   

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Saturday, March 21, 2009

LX3 – Uma compacta fabulosa

Há muito que andava à procura de uma maquineta que não me denunciasse…

É, não tenho, nunca tive, muito à vontade a fotografar em ambientes onde esteja muita gente, sobretudo, quando o motivo da fotografia é essa gente…

Talvez por isso, apesar de achar que às vezes rossa o exagero, tenha uma profunda admiração pelo à vontade do meu bom amigo Rui Palha, cujo trabalho em termos de fotografia casual, de rua, trabalho agora adulto, é, na minha humilde opinião, um dos melhores a este nível…

É verdade que não é a máquina que me vai dar esse tal à vontade, nem se calhar, nesta fase, pretenda fazer exctamente o mesmo que o Rui, mas também é verdade que com a pequena LX3 deixei de notar tanta desconfiança nas pessoas e já consegui aqui e ali umas fotos embora, para já, pouco mais que “snapshots”. É um começo apesar de tudo…

Depois a pequena é uma excelente companheira. Acompanha-me para todo o lado, para qualquer ambiente e ninguém me chateia o que nem sempre acontece com as SLR ou com máquinas maiores… Esta maquineta, apesar de muito bonita, passa bem por uma vulgar “point and shoot” que a maioria das pessoas tem como inofensivas…

À semelhança do que acontece com alguns humanos, esta pequena máquina, sendo aparentemente inofensiva, como disse, do   tipo “point and shoot”, é na realidade uma máquina com recursos fabulosos, com tudo que uma SLR tem. Em termos de categorização podemos considerá-la uma compacta, das melhores a que tive até hoje hipótese de meter as mãos, melhor que a minha saudosa Olympus 35 mm do tempo do filme e a grande distância das outras maquinetas que possuí, já do tempo do digital, com sensores igualmente pequenos…

Dito isto passo a escalpelizar alguns dos aspectos que mais me sensibilizam nesta máquina:

1) Possui uma lente Leica, excepcionalmente luminosa, F2.0-2.8. É um zoom, considerado pouco ambicioso, mas que em grande angular chega a uns fabulosos 24 mm. Em tele, de facto, vai “só” até aos 60 mm o que muitos poderão achar pouco mas, para mim, para aquilo que faço com mais frequência, chega e sobra. Além disso, um zoom com tele de distância focal maior, seguramente, retiraria qualidade à melhor zoom em máquina pequena com que trabalhei até hoje. Quando preciso de utilizar zoom “à séria” recorro à minha 50D e à minha Sigma 120-300…

Em 24 mm, como seria de esperar numa máquina com um sensor deste tipo, tens distorsão. No entanto fiquei surpreendido quando abri os primeiros ficheiros, isto é, a distorsão é acentuada mas não chega a atingir níveis de autêntica aberração como em muitos zoom grande angular que para aí andam para SLR,s, por exemplo.

Como se sabe o sensor é pequenito, 1/1,63, embora seja ligeiramente maior que o da maioria das máquinas físicamente do seu tamanho. O tamanho do sensor, mesmo apesar da opção de poucos mas bons pixeis (10,1 MP), deveria impedir que se atingisse elevados índices de qualidade. Ora a conjugação desta lente com ISOs baixos, 80, 100, 200, tem-me permitido ficheiros de qualidade próxima aos conseguidos com as minhas SLR mesmo com boas lentes acopoladas.
 
2) ISO,s – Grão e ruído cromático

Excelente a 80 e 100 ISO.
Muito bom a 200 ISO.
Aceitável a 400 ISO.

Acima disto nunca utlizo. Fiz para aqui uns testes a 800 ISO e não fiquei fã embora, numa guerra, reconheço, seja perfeitamente utilizável. Acho, aliás, que com a abertura que a lente te permite e com a boa estabilização de imagem que a máquina possui, raramente sentirás necessidade de chegares aos 800 ISO.

3) Outra característica por que me apaixonei de imediato é a possibilidade de escolheres, apenas recorrendo a botão que tens para o efeito logo por cima da lente, o formato que mais gostas ou que achas que melhor se adapta à cena, 4:3, 3:2 ou, um que nunca tinha utilizado mas de que estou a gostar, 16:9. Como alguns já saberão não tenho muita preparação em engenharia e há coisas que para mim são um pouco difíceis de explicar mas, não pude deixar de constatar que o peso das imagens embora diferentes, não são assim tão diferentes nos vários formatos, o que quer dizer que esta possibilidade introduzida na máquina foi muito bem pensada. 

4) Comandos

Fáceis de aceder, a maioria em botões exteriores como nas melhores SLR.

Quando tens que recorrer aos menús não perdes muito tempo. É tudo, diria, ”amigável”. Recomendo de qualquer forma a leitura do PDF que vem com a máquina antes de começar a utilizá-la.

Tens também um pequeníssimo joystick como nalgumas das SLR. Lembra-te no entanto que ele é realmente diminuto e que preciasas de algum treino antes de começares a funcionar com a rapidez que algumas situações te vão exigir.

5) É uma máquina pesadinha atendendo o seu tamnho. Sentes solidez a trabalhar com ela. Bem acabada, quase como uma peça de joalharia e muito, muito bonita.

6) A imagem é limpa.Não tens aberrações cromáticas e ou outras das porcarias digitais que habitualmente se vê em ficheiros de máquinas com sensores pequenos e mesmo às vezes em SLR,s.

7) Quando a ligas não tens que ficar à espera para poderes fazer o disparo.
Podes fazer disparos sucessivos que ela responde bem.
É rápida a focar.
Excelente em termos de rapidez a quase todos os níveis o que indicia ter também um bom processador.

8) Foca muito bem e a exposição é normalmente correcta.

9) Bom, muito bom display, atendendo ao tamanho da máquina.

10) Estabilização de imagem é simplesmente excelente.

11) Tem raw. Aliás eu só trabalho em raw. O software de tratamento do raw que vem com a máquina é simples, rápido, prático… Eu diria: não é perfeito mas é eficiente.

12) A bateria dura. Comprei uma bateria suplente mas até ao momento não precisei de a utilizar.

13) Preço razoável atendendo à qualidade que, acredita, surpreende. Custou-me 390 Euros no Jesus da “Fotocinecolor”.

Conclusão: Ainda não perdi a esperança de ter uma, chamemos-lhe, “rangefinder”, com um sensor substancialmente maior que o da LX3 e com um zoom próximo deste, embora, já se sabe, físicamente maior. Enquanto isso não acontecer esta vai ser a minha companheira do dia a dia e que - não perdi a esperança - me irá a ajudar a desinibir na fotografia de rua de que gosto muito mas onde, até agora, não tenho tido grandes sucessos.

Perafita, 21 de Março de 2009

 
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Tuesday, February 17, 2009

Perdi a cabeça

Comprei uma Panasonic Lumix DMC-LX3!

Apaixonei-me, que é que posso fazer?

A “piquena” é agora a minha companheira de todos os dias… …

Voltarei em breve ao vosso contacto com as minhas impressões sobre esta elegante menina.

Abraços e beijos a todos.

Perafita, 17 de Fevereiro de 2009

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Saturday, January 24, 2009

Canon EOS 50D – Algo de novo a leste ou a oeste?

Foi seguramente uma das decisões mais difíceis que tive que tomar até agora em termos de escolha de equipamento fotográfico. Ainda hoje, passados uns meses, e depois de largas centenas de fotogramas, me pergunto se fiz bem em gastar os 1000 Euros que a 50D custou. No entanto, conforme o tempo vai passando e conforme vou captando imagens, cada vez mais me vou inclinando para o sim…

Como alguns provávelmente saberão já tinha deixado o 35 mm e o 6X7, quase definitivamente, há uns 2/3 anos atrás e trabalhava quase exclusivamente com duas Canon 350D que, com algumas limitações, lá iam fazendo o seu serviço. Sentia, no entanto, agora, necessidade de avançar para melhor equipamento, i.e., para ficheiros com mais massa e, se possível, com alguma daquela informação “subliminar” que o filme sempre conseguiu agarrar…

Antes da compra da 50D, tive a oportunidade de testar por umas boas horas a 40D e a Full Frame 5D. Esta experiência e a experiência com o equipamento que já possuia, sem me dar estatuto de especialista – estatuto que se calhar obrigaria alguns conhecimentos de engenharia que não possuo e estatuto que também não quero – permitiu-me pelo menos fazer esta “review”,  ligeira, descomprometida, espero que prática, daquelas, como gosto de dizer, ”à minha maneira”…

Deixando-me de conversas e partindo de imediato para aquilo que realmente importa, devo referir que básicamente estou de acordo com o que se diz de menos bom da máquina. Devo desde já dizer, no entanto, que os “defeitos” normalmente apontados são, imho, corrigíveis ou até menos relevantes. Ora vejamos:

Performance ISO 

Até 400 ISO não vejo grande diferença em termos de grão em relação a outros modelos com que trabalhei.  

Nos 400 ISO, sensibilidade a que recorro com frequência, de facto, sobretudo em condições de luz complicadas, o grão é mais visível que nas minhas 350D e na 40D que tive oportunidade de testar. Os ficheiros, no entanto, não perdem detalhe e o grão, aos meus olhos, não é totalmente desagradável fazendo lembrar até, aqui e ali, o analógico. De referir ainda que o nível de ruído de cor é muito bom… Há situações em que, aquando da edição, mantenho o grão propositadamente. O ficheiro, quando entendermos necessário, reage muito bem, às vezes de forma surpreendente, à passagem do ”Neat Image” quando bem calibrado.

As sensibilidades de 800 e 1600 ISO, como se costuma dizer, são muito “usáveis”. Fiz recentemente uma quantidade grande de fotos na marginal de Leça da Palmeira à noite com estas sensibilidades e o resultado foi surpreendente em todos os aspectos. Para além da focagem automática ter funcionado bem com aquela luz relativamente fraca e com uma pontinha de névoa, os ficheiros, com grão naturalmente, tem detalhe com fartura. Não serão imagens para “stocks” principalmente se o “reviewer” for exigente  mas são excelentes para papel e para a Net. E depois quem não gosta de ver estes ambientes e outros do género bem reproduzidos, naturais, como tu os viste? Os modelos anteriores com que trabalhei - sempre na minha opinião - ficam algo longe da performance da 50D pela capacidade desta de reproduzir o que vês (perdoem-me o exagero, quase como no Médio Formato).

 
Qualidade do detalhe
 
Parecem-me um pouco injustas algumas criticas agressivas que li na Net quando a máquina foi lançada, embora como disse no início, lhes reconheça alguma razão.

Os ficheiros tem muita massa, naturalmente muito mais que os saídos de máquinas com sensores de 8, 10 ou até 12 MP e a explicação deve andar por aí. Dados os meus fracos conhecimentos técnicos a este nível não consigo explicar a razão por que isto acontece mas, em termos práticos, não é muito diferente do que acontecia com as digitalizações do filme.
 
A forma de ultrapassar isto, à semelhança do que acontecia com os pesadíssimos ficheiros saídos dos bons digitalizadores do tempo do filme, é dar-lhe um pouco de “Unsharp”. Posso garantir-vos que podem estar à vontade a este nível. Os ficheiros saídos da 50D aceitam níveis de “Unsharp” maiores que os da 350D, da 40D ou até que da mítica 5D.

Exigência de qualidade de lentes
 
Não me vou demorar aqui até porque há muita literatura na Net acerca deste assunto embora se perceba que tanto pixel só pode é ter fome de resolução nas ópticas. O que vos posso dizer é que sempre consegui resultados melhores, em qualquer máquina, com as lentes boas que com as outras, isto desde o tempo da minha Asahi Spotmatic 1000 (Pentax) do início dos anos 70…  … … ….

Tenho uma Canon 50 1,4, uma Canon 17-40 L, uma Sigma 120-300 2,8, uma Sigma 150 2,8 (macro) e várias lentes Takumar (Pentax) médio formato com adaptador, com os quais estou a conseguir resultados que considero bons ou muito bons. Já outras lentes que tenho para aí, daquelas baratinhas e que quase nunca utilizo, o resultado é mau, reconheço que ainda pior que nas minhas 350D. A solução para isto não é complicada, é não utilizar as lentes fraquinhas  !

Há uma situação intermédia, curiosa, que gostaria de referir:
Adquiri o ano passado uma lente recente da Sigma, a 120-400, daquelas leves, “portáteis”, relativamente barata, com anti-tremideira que utilizo muito para a fotografia sobretudo dos bichos, que tem tido um comportamento misto, i.e., às vezes sai com qualidade excelente outras vezes, coitada, mesmo em ficheiros bem expostos e bem focados, a coisa sai fracota, normalmente mais fraca que na 350D e na 40D. Para as situações de menor qualidade arranjei solução passando o peso das imagens, aquando da edição, dos seus normais 43M para 30 ou até para 20M. Por isso, apesar do que se vai dizendo, esta lente vai continuar a sair comigo e com a 50D, principalmente quando o destino for fotografar os “shorebirds” e as gaivotas das praias aqui da minha beira

White balance e Dynamic range 

Francamente aqui, aos meus olhos, não consigo ver diferença quase nenhuma em relação aos modelos anteriores.
 
Pontualmente, muito pontualmente, reconheço, pode notar-se uma performance ligeiramente inferior no control de brancos em situações de luz artificial. A verdade é que nunca tive uma digital que fosse perfeita a este nível e testei e tive várias desde a minha primeira Olimpus de 3.3Mp.

Em relação à informação nas sombras e nas luzes mais altas acho que o comportamento da máquina é bom, nada diferente da 40D por exemplo. Se houver diferença (e até admito que possa haver), esta diferença é marginal e os meus olhos quase não conseguem vê-la.

De qualquer forma, se necessário, para estas performances, eventualmente ligeirissimamente inferiores, não há nada que um bom revelador raw não ultrapasse fácilmente.

Quanto ao resto a máquina é francamente boa, nomeadamente:

  • É bonita; eu gosto…
  • Ruído de cor muito bem controlado.
  • As imagens são geralmente limpas, livres da maioria dos artefactos digitais que me incomodavam em modelos anteriores.
  • Bom comportamento em longas exposições, importante para algum tipo de fotografia que vou fazendo.
  • Ergonómica. 
  • Focagem automática em geral excelente e boa em situações de luz reduzida
  • Brilhante a forma arranjada pela Canon de acesso rápido e confortável aos menus principais. Só por isto já valeu a pena fazer o upgrade dos modelos anteriores.
  • Excelente os 6,3 fps; aquele digic 4 é seguramente uma peça de engenharia fabulosa. (Agora também vou dando valor à velocidade de disparo já que de há algum tempo para cá tenho feito os tais “Shorebirds”.)
  • Possibilidade de AF-Micro-Adjustment.
  • Silenciosa a disparar.
  • Dust reduction funciona.
  • As baterias rendem.

Para concluir:

O título deste post parecia querer sugerir mais qualquer coisa que o que foi dito anteriormente que – eu acho – já nem foi muito pouco… …
 
Pois é, agora aí vai a parte que pode trazer alguma controvérsia:

Ao longo desta última meia dúzia de anos, principalmente desde que as SLR digitais atingiram os 6MP, os fotógrafos tem vindo a discutir as vantagens do digital sobre o filme e vice-versa.
 
Nesta discussão, não tão “sexo dos anjos” como muitos faziam crer, havia um argumento determinante em que  fui sempre obrigado a dar razão ao pessoal do filme, principalmente aos do Médio Formato, é de que o digital não conseguia apanhar o “subliminar” da escrita com luz, tanto na cor como no P&B. Pela primeira vez, pela qualidade de reprodução da luz, bem visível nos melhores ficheiros que até agora consegui, sinto que isso, com a 50D, foi de alguma forma atingido… Estamos no dealbar de uma nova era!!!!!


Dito isto, resta-me dizer o seguinte: se souberes antecipadamente que a 400 ASA tens grão, agradável mas visível, que com tanto pixel se calhar já não podes utilizar aquelas lentes que vem normalmente no Kit, que vais ter que ter mais cuidado a focar e que não podes tremer tanto no momento do disparo, só podes é comprar esta máquina. Se fizeres “passarinhos” e procuras qualidade, mesmo quando tens que fazer crop, então para ti é indispensável.

Para aquela malta do filme, se calhar até o do Médio Formato, é altura de pensar em adquiri-la, esta ou as novas FF, a 5D2 ou os modelos mais avançados que, inevitávelmente, acabarão por vir para o mercado no curto prazo.

Imagens minhas com este novo equipamento começarão a estar disponíveis dentro de alguns dias, como é hábito, no www.zacariasdamata.com 

Perafita, 25 de Janeiro de 2009 

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Sunday, January 18, 2009

O regresso

É, estive quase de saída…

Aborrece-me ter que pagar para manter o espaço mas, reconheço, para ter algumas comodidades que o “blog.com” de facto fornece, vai ter mesmo que ser…

E depois é aqui – eu sei – que muitos amigos costumam vir…

Assim sendo, cá estou eu. Aí fica uma das minhas fotos favoritas para aguçar o apetite do que aí vem…

 www.zacariasdamata.com

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