Saturday, March 21, 2009

LX3 - Uma compacta fabulosa

Há muito que andava à procura de uma maquineta que não me denunciasse…

É, não tenho, nunca tive, muito à vontade a fotografar em ambientes onde esteja muita gente, sobretudo, quando o motivo da fotografia é essa gente…

Talvez por isso, apesar de achar que às vezes rossa o exagero, tenha uma profunda admiração pelo à vontade do meu bom amigo Rui Palha, cujo trabalho em termos de fotografia casual, de rua, trabalho agora adulto, é, na minha humilde opinião, um dos melhores a este nível…

É verdade que não é a máquina que me vai dar esse tal à vontade, nem se calhar, nesta fase, pretenda fazer exctamente o mesmo que o Rui, mas também é verdade que com a pequena LX3 deixei de notar tanta desconfiança nas pessoas e já consegui aqui e ali umas fotos embora, para já, pouco mais que “snapshots”. É um começo apesar de tudo…

Depois a pequena é uma excelente companheira. Acompanha-me para todo o lado, para qualquer ambiente e ninguém me chateia o que nem sempre acontece com as SLR ou com máquinas maiores… Esta maquineta, apesar de muito bonita, passa bem por uma vulgar “point and shoot” que a maioria das pessoas tem como inofensivas…

À semelhança do que acontece com alguns humanos, esta pequena máquina, sendo aparentemente inofensiva, como disse, do   tipo “point and shoot”, é na realidade uma máquina com recursos fabulosos, com tudo que uma SLR tem. Em termos de categorização podemos considerá-la uma compacta, das melhores a que tive até hoje hipótese de meter as mãos, melhor que a minha saudosa Olympus 35 mm do tempo do filme e a grande distância das outras maquinetas que possuí, já do tempo do digital, com sensores igualmente pequenos…

Dito isto passo a escalpelizar alguns dos aspectos que mais me sensibilizam nesta máquina:

1) Possui uma lente Leica, excepcionalmente luminosa, F2.0-2.8. É um zoom, considerado pouco ambicioso, mas que em grande angular chega a uns fabulosos 24 mm. Em tele, de facto, vai “só” até aos 60 mm o que muitos poderão achar pouco mas, para mim, para aquilo que faço com mais frequência, chega e sobra. Além disso, um zoom com tele de distância focal maior, seguramente, retiraria qualidade à melhor zoom em máquina pequena com que trabalhei até hoje. Quando preciso de utilizar zoom “à séria” recorro à minha 50D e à minha Sigma 120-300…

Em 24 mm, como seria de esperar numa máquina com um sensor deste tipo, tens distorsão. No entanto fiquei surpreendido quando abri os primeiros ficheiros, isto é, a distorsão é acentuada mas não chega a atingir níveis de autêntica aberração como em muitos zoom grande angular que para aí andam para SLR,s, por exemplo.

Como se sabe o sensor é pequenito, 1/1,63, embora seja ligeiramente maior que o da maioria das máquinas físicamente do seu tamanho. O tamanho do sensor, mesmo apesar da opção de poucos mas bons pixeis (10,1 MP), deveria impedir que se atingisse elevados índices de qualidade. Ora a conjugação desta lente com ISOs baixos, 80, 100, 200, tem-me permitido ficheiros de qualidade próxima aos conseguidos com as minhas SLR mesmo com boas lentes acopoladas.
 
2) ISO,s - Grão e ruído cromático

Excelente a 80 e 100 ISO.
Muito bom a 200 ISO.
Aceitável a 400 ISO.

Acima disto nunca utlizo. Fiz para aqui uns testes a 800 ISO e não fiquei fã embora, numa guerra, reconheço, seja perfeitamente utilizável. Acho, aliás, que com a abertura que a lente te permite e com a boa estabilização de imagem que a máquina possui, raramente sentirás necessidade de chegares aos 800 ISO.

3) Outra característica por que me apaixonei de imediato é a possibilidade de escolheres, apenas recorrendo a botão que tens para o efeito logo por cima da lente, o formato que mais gostas ou que achas que melhor se adapta à cena, 4:3, 3:2 ou, um que nunca tinha utilizado mas de que estou a gostar, 16:9. Como alguns já saberão não tenho muita preparação em engenharia e há coisas que para mim são um pouco difíceis de explicar mas, não pude deixar de constatar que o peso das imagens embora diferentes, não são assim tão diferentes nos vários formatos, o que quer dizer que esta possibilidade introduzida na máquina foi muito bem pensada. 

4) Comandos

Fáceis de aceder, a maioria em botões exteriores como nas melhores SLR.

Quando tens que recorrer aos menús não perdes muito tempo. É tudo, diria, ”amigável”. Recomendo de qualquer forma a leitura do PDF que vem com a máquina antes de começar a utilizá-la.

Tens também um pequeníssimo joystick como nalgumas das SLR. Lembra-te no entanto que ele é realmente diminuto e que preciasas de algum treino antes de começares a funcionar com a rapidez que algumas situações te vão exigir.

5) É uma máquina pesadinha atendendo o seu tamnho. Sentes solidez a trabalhar com ela. Bem acabada, quase como uma peça de joalharia e muito, muito bonita.

6) A imagem é limpa.Não tens aberrações cromáticas e ou outras das porcarias digitais que habitualmente se vê em ficheiros de máquinas com sensores pequenos e mesmo às vezes em SLR,s.

7) Quando a ligas não tens que ficar à espera para poderes fazer o disparo.
Podes fazer disparos sucessivos que ela responde bem.
É rápida a focar.
Excelente em termos de rapidez a quase todos os níveis o que indicia ter também um bom processador.

8) Foca muito bem e a exposição é normalmente correcta.

9) Bom, muito bom display, atendendo ao tamanho da máquina.

10) Estabilização de imagem é simplesmente excelente.

11) Tem raw. Aliás eu só trabalho em raw. O software de tratamento do raw que vem com a máquina é simples, rápido, prático… Eu diria: não é perfeito mas é eficiente.

12) A bateria dura. Comprei uma bateria suplente mas até ao momento não precisei de a utilizar.

13) Preço razoável atendendo à qualidade que, acredita, surpreende. Custou-me 390 Euros no Jesus da “Fotocinecolor”.

Conclusão: Ainda não perdi a esperança de ter uma, chamemos-lhe, “rangefinder”, com um sensor substancialmente maior que o da LX3 e com um zoom próximo deste, embora, já se sabe, físicamente maior. Enquanto isso não acontecer esta vai ser a minha companheira do dia a dia e que - não perdi a esperança - me irá a ajudar a desinibir na fotografia de rua de que gosto muito mas onde, até agora, não tenho tido grandes sucessos.

Perafita, 21 de Março de 2009

 
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Tuesday, February 17, 2009

Perdi a cabeça

Comprei uma Panasonic Lumix DMC-LX3!

Apaixonei-me, que é que posso fazer?

A “piquena” é agora a minha companheira de todos os dias… …

Voltarei em breve ao vosso contacto com as minhas impressões sobre esta elegante menina.

Abraços e beijos a todos.

Perafita, 17 de Fevereiro de 2009

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Saturday, January 24, 2009

Canon EOS 50D - Algo de novo a leste ou a oeste?

Foi seguramente uma das decisões mais difíceis que tive que tomar até agora em termos de escolha de equipamento fotográfico. Ainda hoje, passados uns meses, e depois de largas centenas de fotogramas, me pergunto se fiz bem em gastar os 1000 Euros que a 50D custou. No entanto, conforme o tempo vai passando e conforme vou captando imagens, cada vez mais me vou inclinando para o sim…

Como alguns provávelmente saberão já tinha deixado o 35 mm e o 6X7, quase definitivamente, há uns 2/3 anos atrás e trabalhava quase exclusivamente com duas Canon 350D que, com algumas limitações, lá iam fazendo o seu serviço. Sentia, no entanto, agora, necessidade de avançar para melhor equipamento, i.e., para ficheiros com mais massa e, se possível, com alguma daquela informação “subliminar” que o filme sempre conseguiu agarrar…

Antes da compra da 50D, tive a oportunidade de testar por umas boas horas a 40D e a Full Frame 5D. Esta experiência e a experiência com o equipamento que já possuia, sem me dar estatuto de especialista - estatuto que se calhar obrigaria alguns conhecimentos de engenharia que não possuo e estatuto que também não quero - permitiu-me pelo menos fazer esta “review”,  ligeira, descomprometida, espero que prática, daquelas, como gosto de dizer, ”à minha maneira”…

Deixando-me de conversas e partindo de imediato para aquilo que realmente importa, devo referir que básicamente estou de acordo com o que se diz de menos bom da máquina. Devo desde já dizer, no entanto, que os “defeitos” normalmente apontados são, imho, corrigíveis ou até menos relevantes. Ora vejamos:

Performance ISO 

Até 400 ISO não vejo grande diferença em termos de grão em relação a outros modelos com que trabalhei.  

Nos 400 ISO, sensibilidade a que recorro com frequência, de facto, sobretudo em condições de luz complicadas, o grão é mais visível que nas minhas 350D e na 40D que tive oportunidade de testar. Os ficheiros, no entanto, não perdem detalhe e o grão, aos meus olhos, não é totalmente desagradável fazendo lembrar até, aqui e ali, o analógico. De referir ainda que o nível de ruído de cor é muito bom… Há situações em que, aquando da edição, mantenho o grão propositadamente. O ficheiro, quando entendermos necessário, reage muito bem, às vezes de forma surpreendente, à passagem do ”Neat Image” quando bem calibrado.

As sensibilidades de 800 e 1600 ISO, como se costuma dizer, são muito “usáveis”. Fiz recentemente uma quantidade grande de fotos na marginal de Leça da Palmeira à noite com estas sensibilidades e o resultado foi surpreendente em todos os aspectos. Para além da focagem automática ter funcionado bem com aquela luz relativamente fraca e com uma pontinha de névoa, os ficheiros, com grão naturalmente, tem detalhe com fartura. Não serão imagens para “stocks” principalmente se o “reviewer” for exigente  mas são excelentes para papel e para a Net. E depois quem não gosta de ver estes ambientes e outros do género bem reproduzidos, naturais, como tu os viste? Os modelos anteriores com que trabalhei - sempre na minha opinião - ficam algo longe da performance da 50D pela capacidade desta de reproduzir o que vês (perdoem-me o exagero, quase como no Médio Formato).

 
Qualidade do detalhe
 
Parecem-me um pouco injustas algumas criticas agressivas que li na Net quando a máquina foi lançada, embora como disse no início, lhes reconheça alguma razão.

Os ficheiros tem muita massa, naturalmente muito mais que os saídos de máquinas com sensores de 8, 10 ou até 12 MP e a explicação deve andar por aí. Dados os meus fracos conhecimentos técnicos a este nível não consigo explicar a razão por que isto acontece mas, em termos práticos, não é muito diferente do que acontecia com as digitalizações do filme.
 
A forma de ultrapassar isto, à semelhança do que acontecia com os pesadíssimos ficheiros saídos dos bons digitalizadores do tempo do filme, é dar-lhe um pouco de “Unsharp”. Posso garantir-vos que podem estar à vontade a este nível. Os ficheiros saídos da 50D aceitam níveis de “Unsharp” maiores que os da 350D, da 40D ou até que da mítica 5D.

Exigência de qualidade de lentes
 
Não me vou demorar aqui até porque há muita literatura na Net acerca deste assunto embora se perceba que tanto pixel só pode é ter fome de resolução nas ópticas. O que vos posso dizer é que sempre consegui resultados melhores, em qualquer máquina, com as lentes boas que com as outras, isto desde o tempo da minha Asahi Spotmatic 1000 (Pentax) do início dos anos 70…  … … ….

Tenho uma Canon 50 1,4, uma Canon 17-40 L, uma Sigma 120-300 2,8, uma Sigma 150 2,8 (macro) e várias lentes Takumar (Pentax) médio formato com adaptador, com os quais estou a conseguir resultados que considero bons ou muito bons. Já outras lentes que tenho para aí, daquelas baratinhas e que quase nunca utilizo, o resultado é mau, reconheço que ainda pior que nas minhas 350D. A solução para isto não é complicada, é não utilizar as lentes fraquinhas  !

Há uma situação intermédia, curiosa, que gostaria de referir:
Adquiri o ano passado uma lente recente da Sigma, a 120-400, daquelas leves, “portáteis”, relativamente barata, com anti-tremideira que utilizo muito para a fotografia sobretudo dos bichos, que tem tido um comportamento misto, i.e., às vezes sai com qualidade excelente outras vezes, coitada, mesmo em ficheiros bem expostos e bem focados, a coisa sai fracota, normalmente mais fraca que na 350D e na 40D. Para as situações de menor qualidade arranjei solução passando o peso das imagens, aquando da edição, dos seus normais 43M para 30 ou até para 20M. Por isso, apesar do que se vai dizendo, esta lente vai continuar a sair comigo e com a 50D, principalmente quando o destino for fotografar os “shorebirds” e as gaivotas das praias aqui da minha beira

White balance e Dynamic range 

Francamente aqui, aos meus olhos, não consigo ver diferença quase nenhuma em relação aos modelos anteriores.
 
Pontualmente, muito pontualmente, reconheço, pode notar-se uma performance ligeiramente inferior no control de brancos em situações de luz artificial. A verdade é que nunca tive uma digital que fosse perfeita a este nível e testei e tive várias desde a minha primeira Olimpus de 3.3Mp.

Em relação à informação nas sombras e nas luzes mais altas acho que o comportamento da máquina é bom, nada diferente da 40D por exemplo. Se houver diferença (e até admito que possa haver), esta diferença é marginal e os meus olhos quase não conseguem vê-la.

De qualquer forma, se necessário, para estas performances, eventualmente ligeirissimamente inferiores, não há nada que um bom revelador raw não ultrapasse fácilmente.

Quanto ao resto a máquina é francamente boa, nomeadamente:

  • É bonita; eu gosto…
  • Ruído de cor muito bem controlado.
  • As imagens são geralmente limpas, livres da maioria dos artefactos digitais que me incomodavam em modelos anteriores.
  • Bom comportamento em longas exposições, importante para algum tipo de fotografia que vou fazendo.
  • Ergonómica. 
  • Focagem automática em geral excelente e boa em situações de luz reduzida
  • Brilhante a forma arranjada pela Canon de acesso rápido e confortável aos menus principais. Só por isto já valeu a pena fazer o upgrade dos modelos anteriores.
  • Excelente os 6,3 fps; aquele digic 4 é seguramente uma peça de engenharia fabulosa. (Agora também vou dando valor à velocidade de disparo já que de há algum tempo para cá tenho feito os tais “Shorebirds”.)
  • Possibilidade de AF-Micro-Adjustment.
  • Silenciosa a disparar.
  • Dust reduction funciona.
  • As baterias rendem.

Para concluir:

O título deste post parecia querer sugerir mais qualquer coisa que o que foi dito anteriormente que - eu acho - já nem foi muito pouco… …
 
Pois é, agora aí vai a parte que pode trazer alguma controvérsia:

Ao longo desta última meia dúzia de anos, principalmente desde que as SLR digitais atingiram os 6MP, os fotógrafos tem vindo a discutir as vantagens do digital sobre o filme e vice-versa.
 
Nesta discussão, não tão “sexo dos anjos” como muitos faziam crer, havia um argumento determinante em que  fui sempre obrigado a dar razão ao pessoal do filme, principalmente aos do Médio Formato, é de que o digital não conseguia apanhar o “subliminar” da escrita com luz, tanto na cor como no P&B. Pela primeira vez, pela qualidade de reprodução da luz, bem visível nos melhores ficheiros que até agora consegui, sinto que isso, com a 50D, foi de alguma forma atingido… Estamos no dealbar de uma nova era!!!!!


Dito isto, resta-me dizer o seguinte: se souberes antecipadamente que a 400 ASA tens grão, agradável mas visível, que com tanto pixel se calhar já não podes utilizar aquelas lentes que vem normalmente no Kit, que vais ter que ter mais cuidado a focar e que não podes tremer tanto no momento do disparo, só podes é comprar esta máquina. Se fizeres “passarinhos” e procuras qualidade, mesmo quando tens que fazer crop, então para ti é indispensável.

Para aquela malta do filme, se calhar até o do Médio Formato, é altura de pensar em adquiri-la, esta ou as novas FF, a 5D2 ou os modelos mais avançados que, inevitávelmente, acabarão por vir para o mercado no curto prazo.

Imagens minhas com este novo equipamento começarão a estar disponíveis dentro de alguns dias, como é hábito, no www.zacariasdamata.com 

Perafita, 25 de Janeiro de 2009 

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Sunday, January 18, 2009

O regresso

É, estive quase de saída…

Aborrece-me ter que pagar para manter o espaço mas, reconheço, para ter algumas comodidades que o “blog.com” de facto fornece, vai ter mesmo que ser…

E depois é aqui - eu sei - que muitos amigos costumam vir…

Assim sendo, cá estou eu. Aí fica uma das minhas fotos favoritas para aguçar o apetite do que aí vem…

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Sunday, August 3, 2008

Estou de saída

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Sunday, December 9, 2007

Fotografia dos anos 50

Isto de digitalizar livros antigos tem que se lhe diga…

Estive quase a desistir mas, como o prometido é devido, aqui ficam algumas das fotos minhas favoritas de entre aquelas que o estado fraquinho dos dois livros da “Rollei Annual” que possuo do início da década de 50 me permitiu digitalizar…

Fica desde já prometido trazer-vos próximamente imagens da 2ª metade da década, na minha opinião, já mais próximas técnicamente (e não só) daquilo que se faz hoje…

Até breve

Perafita, 9 de Dezembro de 2007

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Saturday, June 23, 2007

Garranos

 

Um cavalo que vêm do passado

…Os garranos são cavalos pequenos, descendentes dos cavalos representados nos desenhos existentes nas caves de Lascaux e Altamira. Provêm assim duma raça muito antiga presente no território português desde a pré história, como se pode ver nas pinturas da era Paleolítica… (in www.equisport.pt )

 

 

Hoje, sem nos alongarmos, vamos dar lugar de imediato ao poeta e amigo, Pedro Vasconcelos, que escreveu sobre esta raça que nos acompanhou desde sempre neste canto recôndito da Europa e do Mundo, e que partilhou todas as nossas venturas e desventuras, aquém e além-mar… Talvez sem a beleza do cavalo Lusitano, iguala-o no entanto em nobreza…

 

 

Se ser Nobre é ter
  Puro sangue nas veias
  Ou terra para correr

  É Nobre também quem pode sentir
  O vento afagar-lhe os cabelos
  Ou a liberdade de poder partir

  Nos olhos de um Garrano nasceu o Homem
  E na sua velha crista correu a história do tempo
  Nos seus cascos o sangue de guerras e conquistas
  Na sua pele a velha serra onde encontra o seu alento

  Pedro Vasconcelos

  2 poemas haiku

  Um cavalo ergue-se
  No cume do monte selvagem
  O tempo pára

  Ao longe
  Um cavalo selvagem
  O vento na sua crista

Pedro Vasconcelos

O Pedro é um colega meu, da Banca, que opera na complicada área da recuperação de crédito. Dedica-se nos seus tempos livres à escrita. É, na minha opinião, um artista e de quem, seguramente, se há-de ouvir falar… Obrigado Pedro pela tua participação.

 

(as fotos são minhas, todas tiradas no habitat do garrano)

Perafita, 23 de Junho de 2007

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Tuesday, June 12, 2007

Eterno

Gosto de macro!

Bem sei que o que se interpreta como a ”grande macro” é aquela fotografia do bicho perfeitamente congelado, de preferência sem desfoques e com um daqueles títulos latinos muito pomposos e complicados…

Às vezes quase que dá a impressão que o bicho teve que estar primeiro no frigorífico antes de ser fotografado numa sessão de estúdio… Ora, o melhor que conheço a este nível, porém, nem sempre é a fotografia 100% focada e isenta de movimentos…

… como em toda a Fotografia, também na macro tem que lá haver qualquer coisa mais, têm que ter luz e alma para que a imagem possa ascender ao estatuto de Fotografia (com “F” grande)…

E agora a estorinha sobre a foto que hoje se apresenta, com aqueles condimentos técnicos que - eu sei - a malta gosta:

Já eram nove horas da tardinha e o jantar esperava-me. Regressava para casa em passo acelerado embora ainda atento às plantas que grassam nas bermas do meu conhecido caminho de volta, na esperança de encontrar uma oportunidade de um último disparo que salvasse a sessão de fotografia daquele fim de tarde.

Do bicho que agora apresento, pouco mais sei que têm apenas uns milimetros e que olhava para sudoeste. Nem sei como é que o vi…

Com a luz já tão fraca, cautelarmente, sem perder tempo, aumentei a sensibilidade para 400 ISO, escancarei o diafragma da minha Sigma 150 macro e coloquei-me em posição de quase contra-luz.

Foi neste momento que ao focar pela primeira vez me apercebi que havia ali algo de intangível, quase irreal… Naqueles segundos que demoraram os 7 disparos a que recorri para conseguir um fotograma técnicamente comestível, i.e., que não estivesse totalmente desfocado ou tremido, ocorreu-me subitamente uma conversa tida há dias com os meus amigos fotógrafos Zé Marafona e Ricardo Araújo sobre o tempo. Foi apenas um ”flash” mas voltou-se-me a pôr essa eterna questão, debatida até à exaustão por artistas e cientistas, sobre a relatividade do tempo.

Como que ficou claro para mim ao ver o bicho naquela posição e com aquela luz que se pode viver uma eternidade num minuto…

Depois foi chegar a casa, aceitar o habitual sermão da Fernanda, minha companheira de sempre, por me ter atrasado para jantar. Ela não me vai perdoar por eu dizer isto, mas quase que não a ouvia de tão ansioso estar por me sentar à frente do computador para ver o que tinha feito… E o que fiz parece-me bem, confirmando a intuição no momento do disparo, como aliás já tinha acontecido noutra meia dúzia das minhas fotos que mais gosto,  que se conseguisse algo mínimamente focado e não demasiadamente tremido, então teria feito uma fotografia. Aos meus olhos, pelo meu gosto e pela minha sensibilidade, pelo que a imagem me diz, acho que consegui uma Fotografia. 

Porque eu sei que alguns dos fotógrafos mais novos gostam de saber um pouco mais, devo dizer que a edição foi feita quase exclusivamente  com o “revelador raw”. Aumentei ligeiramente os valores do “Shadow contrast”, “Hilight contrast” e saturação de cor e utilizei a ferramenta de redução de “hot pixel”, necessária quando se utiliza valores de ISO alto e condições de luz débeis.

A fotografia foi feita ontem  e resolvi mostrá-la quase em primeira mão ao meu amigo, colega, escritor e irmão de fotógrafo, Pedro Vasconcelos, que partilhando comigo a ideia de que havia ali algo, resolveu presentear-me com este poema que acho delicioso… Gostei tanto desta parceria que - assim o Pedro o queira - a retomaremos brevemente…

Ora vejam e ouçam esta canção do Eterno… 

 

 

 

Eterno,

O que não teve princípio e não há-de ter fim
  O que dura para sempre sendo o sempre o que dura em mim
  O que está fora do tempo e fora do devir
  O que foge no horizonte e nunca torna a vir.

  E o que é inalterável; enorme; desmedido e afamado?
  Também esse poderá ser o seu significado?

  O imortal e Pai Eterno ou Deus, Morte e sono enfermo
  Todo o espaço nunca medido entre céu, terra e inferno
  Ou toda a dor contida no luto de um coração materno
  Tudo isto é amor. Tudo isto é eterno.

 

 

Sobre o Dr. Pedro Vasconcelos e a sua escrita falaremos um pouco mais num outro artigo ainda em preparação, que envolve, como se espera num blog como este, fotografia.

 

 

 

Agradecendo toda a receptividade que o público em geral e os meus amigos em particular tem tido aos meus humildes artigos (receptividade que muito me envaidece), demonstrada quer pelo número de visitas quer pelos telefonemas inquirindo da razão de um período tão longo sem que o blog fosse refrescado, quero desde já dizer-vos que estão em preparação mais dois artigos, um sobre os garranos do Gerês e outro sobre a fotografia dos anos 50 (cf. prometido), este quase só com imagens digitalizadas dos anuários “Rollei” da época.

Perafita, 12 de Junho de 2007

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Thursday, March 8, 2007

Canon EF 17-40 4L USM, uma todo-o-terreno do caraças

Comprei-a para acompanhar o corpo 350D há uns dois anos atrás e ainda não me arrependi…

Nisto de objectivas a coisa é quase linear, i.e., compras o que pagas. Não há lugar a grandes filosofias aqui. Isto não impede que tentes conseguir a melhor qualidade/preço… E eu, juro, procurei até à exaustão. 

A primeira condição na escolha da lente, para além do preço, foi a de ser também uma lente de futuro. Queria uma lente que servisse de imediato para a 350D mesmo com o elevado factor crop que tem, mas também, que me viesse a servir para factores crop mais baixos num futuro que espero não ser muito longínquo. De facto com o factor crop de 1,6 esta objectiva transforma-se numa 27-64 que, para mim, é perfeitamente usável e, garanto, tansformar-se-à numa excelente zoom grande angular aquando dos tais factores crop mais baixos.

É a minha lente do dia a dia, a minha todo-o terreno como se diz agora, e raramente a tiro da máquina até porque tenho um outro corpo 350D que uso com a pesadona mas luminosa Sigma 120-300 (cara mas com uma definição que nunca pensei ser possível numa zoom tele; falarei dela num outro artigo).

A segunda condição era que tivesse definição e contraste. Depois destes dois anos de utilização intensa posso dizer-vos que não me enganei. Difícilmente se conseguirá melhor para uma lente com um preço a rondar os 750 Euro, como é o caso. Mesmo a trabalhar com luz no limite, com o diafragma às vezes escancarado, com tempo complicado, ela não me deixa ficar mal… Faz-me quase sempre trazer para casa imagens que até podem estar mal enquadradas, ou com outro tipo de erros, mas sempre com excelente definição. Abrir uma imagem destas no editor e aumentá-la a 100 ou 200% é sempre um prazer. Está lá tudo o que se viu e muito do que não se viu no momento do click… É quase perfeita a este nível…

A terceira condição era que não fosse pesada, que tivesse alguma robustez e que, sem exigir que fosse estanque, me permitisse andar com algum à vontade junto ao mar mesmo em dias húmidos (daqueles dias em que até se sente sal no ar).

Como sabem sou um apaixonado por fotografias do mar com quem tenho uma ligação longa e especial por razões culturais e familiares. Desde que voltei à fotografia em 2000 que tenho feito, literalmente, centenas ou, se calhar, milhares de fotogramas naquele bocado de costa que vai de Leça da Palmeira até à Póvoa. Estes dois últimos anos não tem sido excepção. Ando muitas vezes a pé pela praia e não sinto o peso do equipamento (a 350 D é levíssima e a lente pesa menos de meio Kg). Ainda hoje, ao fim de dois anos, a lente está como nova mesmo depois de apanhar um ou outro salpico (que tenho o cuidado no entanto de limpar de imediato), os inevitáveis pingos de chuva, nevoeiro e a tal também inevitável humidade salgada que se sente no ar principalmente em dias de temporal… 

Penso que com este tipo de teste, em terreno nem sempre fácil, ficou provado que a lente tem a tal leveza, robustez e alguma estanticidade que lhe exigi.

Leça     www.zacariasdamata.com

Mais vantagens:

Abertura constante, autofoco rápido e silencioso, possibilidade de fazer acertos manuais de foco sem passar a manual, zoom e focagem interna o que permite utilizar um polarizador sem qualquer chatice e flare perfeitamente aceitável atendendo ao tipo de zoom grande angular que é. Em relação ao flare importa realçar que a objectiva traz consigo um bom e estético parasol que uso sempre já que complementa o combate ao flare e porque é uma protecção extra à lente frontal.

Menos bom:

Embora menos visível que noutras grande-angulares com que tive oportunidade de trabalhar, tem distorsão nas distâncias focais de 17 a 19 mm. Numa “guerra”, no entanto, é utilizável; além disso quem é que não gosta dalguns efeitos de distorsão em imagens em que se pretende um pouco mais de dramatismo, por exemplo. Usa filtros 77 mm (os polarizadores de qualidade são caritos porque são grandes e tem que ser slim). Por vezes, mas só às vezes, sente-se a falta da abertura 2:8; com o tempo a gente habitua-se à sua ausência no entanto.

Conclusão:

A Canon tem agora, que não conheço, uma 24-105 da mesma gama, ainda carita, que se calhar pode ser melhor opção como todo o terreno para factores crop mais baixos. A 17-40, no entanto, continua a ser uma grande opção como todo terreno para o factor crop 1,6 e é uma excelente zoom grande angular para factores crop mais baixos. Tem seguramente uma das melhores relações preço/qualidade do mercado. 

 

Vejam algumas fotos feitas com ela

Barrosã    www.zacariasdamata.com

Cercas    www.zacariasdamata.com

Árvore velha www.zacariasdamata.com

 

Se a Canon quisesse eu até lhe fazia a review da 70-200mm f/2.8L IS  . Para isso bastava que ma oferecesse WinkLaughing

 

Perafita, 10 de Março de 2007

 

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Sunday, February 25, 2007

Fotografia Salonista

W. Luthy - Rollei Annual 1951

 

Este artigo não pretende ser o ensaio definitivo sobre o “Salonismo”… Nunca o poderia ser até porque a própria palavra “ensaio” que escolhi para definir este meu artigo é precisa, i.e., quer dizer isso mesmo: ensaio/estudo/abordagem/tentativa…

Por outro lado também não tenho tanto tempo assim e, assumo que, se calhar, não estarei particularmente à vontade nas definições das grandes correntes, modas e ”estares”, da fotografia e da arte em geral…

Mas da mesma forma que há dias ensaiei uma definição de “surrealismo” que, parece, até deu para perceber, voltarei a tentar o mesmo para o “Salonismo fotográfico”… Desta vez, no entanto, acrescentarei algumas considerações pessoais acerca desse fenómeno com os riscos inerentes às apreciações subjectivas…

Este artigo surge um pouco na continuação do comentário do João Cravo ao artigo imediatamente  anterior deste blog sobre o Jorge Henriques em que diz : ”O século XIX continua muitas vezes a formatar-nos a mente e a impelir-nos para a necessidade da classificação. Salonista ou não (um termo que nos remete para as artes oficiais do século XIX francês) este é um fotógrafo que eu gostava de conhecer melhor…” 

A classificação a que se refere o João espartilha e turva, bastas vezes, a análise e a crítica a uma determinada obra. Acontece inevitávelmente com o chamado “Salonismo” e, se calhar,  de forma mais visível… Perceberão melhor esta afirmação minha mais lá para o fim do artigo…

No entanto, como já o disse em artigo anterior, classificações e definições ajudam no diálogo e na comunicação em geral… Passarei assim à prometida tentativa de definição, o mais terra a terra possível, como é meu hábito…

À semelhança do que diz o João entendo que a génese do salonismo deve ser procurado nalgum formalismo do século XIX. Esta não é porém a minha área e deixarei isto para historiadores e investigadores… Limitando-me apenas por isso ao concreto ”salonismo fotográfico” do período que se seguiu à 2ª guerra (embora se praticasse desde os anos 30) e que se extendeu até ao fim dos anos 60 e princípios dos anos 70 direi que o ”Salonismo” era um tipo de foto praticada quase exclusivamente por amadores, normalmente com algum dinheiro, que utilizavam o seu Domingo  para obterem os melhores “clichés” possíveis para levar a concurso. O melhor fotógrafo era o que conseguia ao longo do tempo mais taças, medalhas e menções, tal qual acontece hoje na pesca desportiva, por exemplo. Por isso não ousavam muito, obedeciam às regras mais formais da fotografia, quer no momento do “click” quer no laboratório… O desígnio final era conseguir aparecer nos anuários da “Rollei”… 

Se se percebeu a definição, talvez se entenda melhor agora, o porquê da agressividade dos anos 70 contra esta prática fotográfica quase ancestral… O novo fotógrafo dos anos 70 fazia a chamada “fotografia casual”, tabalhava na sua maioria apenas com 35 mm, era avesso à encenação, estava contra o “regime” (nas duas interpretações possíveis neste caso: arte dominante instituida e regime político) e usava calças de ganga… Bresson e a “Magum” estavam sempre presentes…

Ao ler-se os dois parágrafos anteriores pode ficar-se com a impressão que os bons estão dum lado e os maus do outro… Ora, nem tudo é assim tão simples…

Os chamados salonistas, de facto, na sua maioria, pertenciam a uma classe média dominante. Eram pessoas sofisticadas, possuidores de equipamento ao nível do melhor da época e tinham, quase sempre, sobretudo em Portugal, a complacência e às vezes o incentivo do antigo regime político. Eram defensores aguerridos do formal, criticando duramente quem avançasse com montagens e/ou trabalhos mais criativos de laboratório; até os enquadramentos menos formais eram recusados. Algumas destas técnicas e enquadramentos mais arrojados, liminarmente recusados pelos salonistas e pelos seus concursos, felizmente, são hoje usados com frequência. O salonista pela sua sofisticação e inteligência, no entanto, não deixava de apreciar as novas tendências (Bresson e “Magnum” de que falamos há pouco, p.ex.) e era capaz de adaptar o seu trabalho (vejam-se as fotografias de rua)…

Ora, no meio de tudo isto, das camisas de força a que se auto-submetiam, na sua necessidade de vencerem concursos, recorrendo a expedientes como a encenação de rua (p.ex), havia gente muito capaz, com trabalhos fabulosos que hoje já ninguém conhece porque a sociedade entendeu penalizá-los pelo esquecimento. É um pouco contra isto que me oponho. Entendo que os grandes trabalhos não podem, não devem ficar esquecidos, independentemente da sua proveniência…

Tsuguo Yanagiya - Rollei Annual 1951

Em relação à encenação usada com frequência (mesmo de rua) a que me acabei de referir, devo dizer que não me oponho. Há quem diga que ”Bresson” o fez… Se a encenação for cuidada, não utilizada para desvirtuar/esconder/lançar poeira, não me oponho… Às vezes tenho pena de hoje não se conseguir tão fácilmente  a conivência dos fotografados…

Alguns salonistas eram sérios, com bom gosto, alguns até na minha humilde opinião, verdadeiros artistas, muitos não ligados ao regime (pelo menos ao político). Gostavam daquilo que faziam e faziam-no na perfeição; era a sua arte, com regras, limitativo, mas era a sua arte, a sua paixão… 

Por isso e pelas imagens que vão ver espero que agora entendam aquilo que disse há pouco: A classificação a que se refere o João espartilha e turva, bastas vezes, a análise e a crítica a uma determinada obra. Acontece inevitávelmente com o chamado “Salonismo” e, se calhar,  de forma mais visível… 

Fui procurar nos livros cá de casa e encontrei três livros da época, entre os quais dois anuários da Rollei dos anos 50 onde foram impressas as fotografias vencedoras dos famosíssimos concursos mundiais da Rollei, na minha opinião, paradigma do salonismo fotográfico mundial que grassava.

As imagens deste artigo e dos que se seguirão sobre este tema foram digitalizadas desses livros. Infelizmente algumas imagens não são possíveis de recuperar porque o papel utlizado para a impressão (parecido com o fotográfico), com a humidade e com os anos, possibilitou a colagem dumas folhas às outras. O descolar é complicado e trás invariávelmente danos…

Espero que gostem.

Hajime Uchida - Rollei Annual 1951

Vagn Hansen - Rollei Annual 1951

K. L. Kothary - Rollei Annual 1951

Tom Chan - Rollei Annual 1951

Hans D. Tamke - Rollei Annual 1951

Jan Beran - Rollei Annual 1951

Hanni Haase - Rollei Annual 1951

Walter Studer - Rollei Annual 1951

A título de coclusão:

. Também não faz mal saber as regras da fotografia, sobretudo para que se saiba que as estamos a quebrar. 

. É evidente pelas imagens que aqui vemos que há muita qualidade e interesse o que confirma a minha ideia de que não nos devemos deixar levar pela classificação (pelo menos de forma preconceituosa) na apreciação dos trabalhos.

. Ainda hoje há reminiscências desta corrente, principalmente nos Clubes (“salões”), por exemplo, de Inglaterra, onde se vê com frequência imagens de senhoras feitas em estúdio de cigarro na mão, em poses pseudo-naturais …

 

Voltarei a este período, agora só com imagens digitalizadas dos três livros que possuo.

 

Perafita, 25 de Fevereiro de 2007

 

www.zacariasdamata.com

 

 

Posted by Zacarias Pereira da Mata at 12:03:06 | Permalink | Comments (1) »