Thursday, March 8, 2007

Canon EF 17-40 4L USM, uma todo-o-terreno do caraças

Comprei-a para acompanhar o corpo 350D há uns dois anos atrás e ainda não me arrependi…

Nisto de objectivas a coisa é quase linear, i.e., compras o que pagas. Não há lugar a grandes filosofias aqui. Isto não impede que tentes conseguir a melhor qualidade/preço… E eu, juro, procurei até à exaustão. 

A primeira condição na escolha da lente, para além do preço, foi a de ser também uma lente de futuro. Queria uma lente que servisse de imediato para a 350D mesmo com o elevado factor crop que tem, mas também, que me viesse a servir para factores crop mais baixos num futuro que espero não ser muito longínquo. De facto com o factor crop de 1,6 esta objectiva transforma-se numa 27-64 que, para mim, é perfeitamente usável e, garanto, tansformar-se-à numa excelente zoom grande angular aquando dos tais factores crop mais baixos.

É a minha lente do dia a dia, a minha todo-o terreno como se diz agora, e raramente a tiro da máquina até porque tenho um outro corpo 350D que uso com a pesadona mas luminosa Sigma 120-300 (cara mas com uma definição que nunca pensei ser possível numa zoom tele; falarei dela num outro artigo).

A segunda condição era que tivesse definição e contraste. Depois destes dois anos de utilização intensa posso dizer-vos que não me enganei. Difícilmente se conseguirá melhor para uma lente com um preço a rondar os 750 Euro, como é o caso. Mesmo a trabalhar com luz no limite, com o diafragma às vezes escancarado, com tempo complicado, ela não me deixa ficar mal… Faz-me quase sempre trazer para casa imagens que até podem estar mal enquadradas, ou com outro tipo de erros, mas sempre com excelente definição. Abrir uma imagem destas no editor e aumentá-la a 100 ou 200% é sempre um prazer. Está lá tudo o que se viu e muito do que não se viu no momento do click… É quase perfeita a este nível…

A terceira condição era que não fosse pesada, que tivesse alguma robustez e que, sem exigir que fosse estanque, me permitisse andar com algum à vontade junto ao mar mesmo em dias húmidos (daqueles dias em que até se sente sal no ar).

Como sabem sou um apaixonado por fotografias do mar com quem tenho uma ligação longa e especial por razões culturais e familiares. Desde que voltei à fotografia em 2000 que tenho feito, literalmente, centenas ou, se calhar, milhares de fotogramas naquele bocado de costa que vai de Leça da Palmeira até à Póvoa. Estes dois últimos anos não tem sido excepção. Ando muitas vezes a pé pela praia e não sinto o peso do equipamento (a 350 D é levíssima e a lente pesa menos de meio Kg). Ainda hoje, ao fim de dois anos, a lente está como nova mesmo depois de apanhar um ou outro salpico (que tenho o cuidado no entanto de limpar de imediato), os inevitáveis pingos de chuva, nevoeiro e a tal também inevitável humidade salgada que se sente no ar principalmente em dias de temporal… 

Penso que com este tipo de teste, em terreno nem sempre fácil, ficou provado que a lente tem a tal leveza, robustez e alguma estanticidade que lhe exigi.

Leça     www.zacariasdamata.com

Mais vantagens:

Abertura constante, autofoco rápido e silencioso, possibilidade de fazer acertos manuais de foco sem passar a manual, zoom e focagem interna o que permite utilizar um polarizador sem qualquer chatice e flare perfeitamente aceitável atendendo ao tipo de zoom grande angular que é. Em relação ao flare importa realçar que a objectiva traz consigo um bom e estético parasol que uso sempre já que complementa o combate ao flare e porque é uma protecção extra à lente frontal.

Menos bom:

Embora menos visível que noutras grande-angulares com que tive oportunidade de trabalhar, tem distorsão nas distâncias focais de 17 a 19 mm. Numa “guerra”, no entanto, é utilizável; além disso quem é que não gosta dalguns efeitos de distorsão em imagens em que se pretende um pouco mais de dramatismo, por exemplo. Usa filtros 77 mm (os polarizadores de qualidade são caritos porque são grandes e tem que ser slim). Por vezes, mas só às vezes, sente-se a falta da abertura 2:8; com o tempo a gente habitua-se à sua ausência no entanto.

Conclusão:

A Canon tem agora, que não conheço, uma 24-105 da mesma gama, ainda carita, que se calhar pode ser melhor opção como todo o terreno para factores crop mais baixos. A 17-40, no entanto, continua a ser uma grande opção como todo terreno para o factor crop 1,6 e é uma excelente zoom grande angular para factores crop mais baixos. Tem seguramente uma das melhores relações preço/qualidade do mercado. 

 

Vejam algumas fotos feitas com ela

Barrosã    www.zacariasdamata.com

Cercas    www.zacariasdamata.com

Árvore velha www.zacariasdamata.com

 

Se a Canon quisesse eu até lhe fazia a review da 70-200mm f/2.8L IS  . Para isso bastava que ma oferecesse WinkLaughing

 

Perafita, 10 de Março de 2007

 

www.zacariasdamata.com

 

 

Posted by Zacarias Pereira da Mata at 20:44:49 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, December 28, 2006

Dúvidas do João

Ainda não sei qual a razão por que escolhi o portfólio do João Castela Cravo,  ”Aproximação ao Surrealismo”…

Talvez o tenha feito porque eu gosto de dúvidas e de quem tem dúvidas… E acerca deste assunto eu também tenho as minhas dúvidas… São muitas dúvidas, algumas que nem as quero expôr, mesmo apesar de se ouvir dizer com frequência que os blogs nasceram para libertar os pensamentos de quem os utiliza…

 … Mas temos que nos entender, i.e., se houver só dúvidas, nem conseguimos comunicar… 

Assim sendo, eu ensaiaria definir o surrealismo muito à minha maneira, de forma muito lata, muito terra aterra, mas que , se calhar, funciona. Eu diria então que o surrealismo é a arte de quem recusa os constrangimentos do lógico e racional e - acho que alguém também já o afirmou, não me lembro quem - que ultrapassam a consciência quotidiana, expressando o inconsciente e os sonhos…

Podia transcrever o manifesto do André Breton de 1924 mas acho que metade do pessoal não o ia ler e, para quem o lesse na integra, só acrescentaria dúvidas, mais dúvidas e dúvidas sem fim… Se assim é, fiquemo-nos pelo meu pobre ensaio de definição do parágrafo anterior… 

Então aqui ficam algumas imagens do meu amigo João Castela Cravo, com o respectivo título e sub-título (muito esclarecedores) do portfólio onde estão expostas:

Aproximações ao surrealismo…

Um conjunto de experiências em que, na prática, tento responder às minhas próprias dúvidas sobre surrealismo em fotografia.

 

João Castela Cravo

Professor e Investigador

Para quem quiser saber mais e ver mais:

http://www.1000imagens.com/autor.asp?idautor=107

 

ou, “google it” Wink

 

 

 Perafita, 28 de Dezembro de 2006

Zacarias Pereira da Mata

www.zacariasdamata.com 

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